
O que ele é
O Revolution 7 é a porta de entrada da Nike na corrida: o modelo mais barato da linha e, por isso mesmo, o que mais aparece nas buscas por “tênis Nike barato”. A entressola é de Phylon, a espuma de EVA que a Nike usa há anos nos modelos de entrada — nada de Air Zoom, nada de placa.
Nos números do laboratório da RunRepeat, ele tem 31,5 mm de espuma no calcanhar e 21 mm no antepé, o que dá 10,5 mm de drop medido (a ficha oficial fala em 10 mm). O peso fica em 281 g na numeração americana; a AnalisaMelhor mediu 286 g no 42 brasileiro e 229 g no 37,5 feminino.
A sétima geração mudou pouco por fora, mas abriu espaço no antepé em relação ao Revolution 6 e ganhou relevos no calcanhar em volta do tendão de Aquiles, segundo o MKT Esportivo. Quem calça largo sente a diferença.
O que ele faz bem
Conforto imediato e cabedal espaçoso são os pontos mais elogiados em todas as análises. A RunRepeat dá 73 de 100 ao conjunto e chama o modelo de excelente custo-benefício, com destaque pra flexibilidade: bastam 12,3 N pra dobrar o tênis, então ele não briga com o pé de quem está começando.
O acolchoamento do calcanhar aguentou bem o teste de desgaste da RunRepeat (nota 4 de 5) e o solado ficou dentro da média. Pra academia, caminhada e o corre do dia a dia, é tênis que dura.
A AnalisaMelhor resume o público certo: iniciante em esporte, quem faz musculação e quem quer um calçado confortável pro trabalho sem gastar muito.
Onde ele decepciona
O amortecimento é firme, não macio: a RunRepeat mediu 28,4 HA de dureza contra uma média de 20,1 HA nos tênis de corrida. E o retorno de energia é de 49,7%, abaixo do que os modelos com espuma moderna devolvem. Na prática, é aquele tênis que não empurra: quanto mais longo o treino, mais ele pesa.
O bico é o ponto fraco de verdade. No teste de abrasão do cabedal, a RunRepeat deu nota 1 de 5 pra durabilidade da região do dedão — quem arrasta o pé ou usa o tênis em quadra vai furar antes da hora.
A ventilação também é mediana (3 de 5), e a AnalisaMelhor é direta: falta retorno de energia em corridas longas e o amortecimento básico pode não dar conta de quem é mais pesado.
Pra quem vale (e pra quem não vale)
Vale pra quem quer um Nike de verdade pra caminhar, treinar na academia e correr de 3 a 5 km algumas vezes por semana. Nesse uso, ele entrega conforto e durabilidade de sobra pelo que custa.
Não vale pra quem corre acima de 10 km, quer melhorar tempo ou é mais pesado. Aí o dinheiro rende mais num tênis com espuma moderna — o Olympikus Corre 5 custa na mesma faixa e joga em outro campeonato pra corrida.
Na etiqueta cheia de R$ 319,90 ele fica caro pelo que é. Comprando na faixa dos R$ 220 a R$ 260, a conta fecha.
- Cabedal espaçoso, bom pra pé largo
- Muito flexível e confortável desde o primeiro dia
- Calcanhar aguenta bem o desgaste
- Espuma firme e retorno de energia baixo
- Bico fura fácil no teste de abrasão
- Fica pesado em treinos mais longos
Veredito
É um ótimo tênis de caminhada e academia com a etiqueta da Nike, e um tênis de corrida limitado. Se o seu treino é curto e o orçamento é apertado, ele resolve — procure pagar até uns R$ 260. Se a ideia é correr sério, olhe o Olympikus Corre 5 antes.