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Tech16 set 2026 · 5 min de leitura

Nintendo Switch 2: o salto é grande, a bateria e o preço também pesam

O Switch 2 chegou ao Brasil custando o dobro do primeiro. Juntamos as análises do TechTudo, do Olhar Digital e do Omelete pra separar o que o console entrega do que ainda pede paciência.

AnáliseAnálise feita a partir de especificações, preço e avaliações de compradores. Não usamos o produto.
Nintendo Switch 2
Imagem: Nintendo/Divulgação · fonte
Nota
8.3
Tela
7,9" LCD 120 Hz
Armazenamento
256 GB
Bateria real
2 a 3 h

O que ele é

O Switch 2 mantém a ideia do primeiro — portátil que vira console de mesa no dock —, com hardware muito mais forte. A tela tem 7,9 polegadas, resolução Full HD, 120 Hz com taxa variável e HDR10, e na TV o console escala a imagem até 4K.

Segundo o Omelete, são 12 GB de memória, com 9 GB para os jogos, e suporte a ray tracing e DLSS. O armazenamento interno é de 256 GB, e a expansão só aceita cartão microSD Express.

Os Joy-Con 2 encaixam com ímã, têm botões e analógicos maiores e funcionam como mouse. O console lê cartuchos e jogos digitais do primeiro Switch, e o novo botão C abre o GameChat, o chat de voz pra assinantes do Switch Online.

O que ele faz bem

O salto de desempenho é real. O TechTudo compara a imagem de Street Fighter 6 na TV em 4K com a do PS5, e o Omelete coloca a capacidade gráfica perto de PS4 Pro e Xbox Series S. Jogos que não existiam no Switch, como Cyberpunk 2077, Final Fantasy VII Remake e Resident Evil Requiem, chegaram ao console, segundo o Olhar Digital.

A tela maior com 120 Hz deixa o portátil bem mais fluido que o do primeiro Switch, com cores mais vivas que as do modelo original, segundo o TechTudo.

Pra quem já tem Switch, a transição é fácil: os jogos antigos rodam, alguns com taxa de quadros mais estável, e controles Bluetooth anteriores funcionam sem adaptador.

Onde ele decepciona

A bateria é a maior decepção. A Nintendo fala em até 6 horas, mas o TechTudo mediu 2h40 em Mario Kart World e cerca de 2 horas em Street Fighter 6 e Cyberpunk; o Omelete fala em cerca de 3 horas em uso intenso.

A tela é LCD, não OLED: o Olhar Digital aponta cores menos vivas, pretos acinzentados e pior contraste em ambiente claro que no Switch OLED, e o TechTudo acha o HDR quase imperceptível no portátil.

Os 256 GB acabam rápido — Cyberpunk ocupa 59 GB e Street Fighter 6, 49 GB, segundo o TechTudo —, e o cartão microSD Express é caro e não aceita os cartões antigos. O Omelete ainda cita Joy-Con com o mesmo tipo de analógico que sofria com drift e GameChat com qualidade de transmissão fraca.

Pra quem vale (e pra quem não vale)

Vale pra quem joga principalmente os exclusivos da Nintendo, já tem biblioteca digital do primeiro Switch ou quer um único aparelho pra jogar no sofá e fora de casa com gráficos atuais.

Não vale pra quem joga longe da tomada por muitas horas, pra quem não quer gastar com cartão de memória nem pra quem faz questão de tela OLED — nesse caso, o Switch OLED ainda tem a tela mais bonita.

O lançamento no Brasil foi a R$ 4.499,90, e o Olhar Digital encontrou o console entre R$ 4.389 e R$ 4.499, com o combo com Mario Kart World entre R$ 4.599 e R$ 4.799. Some o microSD Express ao orçamento se você compra jogo digital.

Gostamos
  • Desempenho muito acima do primeiro Switch
  • Tela de 7,9" com 120 Hz e 4K na TV
  • Roda jogos e controles do Switch anterior
Nem tanto
  • Bateria real de 2 a 3 horas
  • LCD em vez de OLED
  • 256 GB acabam rápido e o microSD Express é caro

Veredito

É o console certo pra quem é da Nintendo e quer jogar os lançamentos grandes em qualquer lugar. O salto de potência compensa o preço pra esse público. Não compre esperando bateria de dia inteiro nem tela OLED, e coloque no orçamento o cartão de memória.