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Esporte15 set 2026 · 4 min de leitura

Olympikus Corre 5: o tênis de corrida nacional que virou referência

A quinta geração atacou as duas queixas antigas da linha: pouco retorno de energia e solado que gastava rápido. O resultado é um tênis leve que serve do primeiro treino à prova de 10 km.

AnáliseAnálise feita a partir de especificações, preço e avaliações de compradores. Não usamos o produto.
Olympikus Corre 5
Imagem: Olympikus/Divulgação · fonte
Nota
8.2
Peso
217 g (40)
Drop
8 mm
Entressola
33/25 mm

O que ele é

O Corre é a linha mais vendida da Olympikus e, segundo a World Tennis, o tênis mais usado por corredores brasileiros no Strava por três anos seguidos. A quinta geração é uma atualização de engenharia, não de visual.

A entressola agora é a PY-VA, uma espuma híbrida que mistura EVA com PEBAX — o mesmo polímero que aparece nos tênis de placa que custam quatro vezes mais. São 33 mm no calcanhar e 25 mm no antepé, o que dá 8 mm de drop, com 217 g no tamanho 40.

O solado ganhou a borracha ULTRAX, desenvolvida pra essa versão, e o cabedal é o Oxitec 2.0, de monofilamento. A palmilha NT-X usa espuma supercrítica com furos de ventilação.

O que ele faz bem

A combinação de 217 g com 33 mm de espuma é o que explica a fama: é leve como tênis de treino rápido e amortecido como tênis de rodagem. A Ritmo de Prova destaca o retorno de energia da PY-VA e a leveza como os dois maiores ganhos sobre o Corre 4.

O solado era o calcanhar de Aquiles da linha, e é onde a mudança mais se nota. A ULTRAX melhorou a durabilidade e a aderência tanto em asfalto seco quanto molhado, segundo a mesma análise.

O cabedal Oxitec 2.0 é citado pela respirabilidade — pé menos abafado em treino de calor — e até o cadarço serrilhado, que não desamarra sozinho, entra na lista de acertos. A própria Olympikus posiciona o modelo como versátil: das rodagens leves às provas de qualquer distância.

Onde ele decepciona

A evolução é boa, mas não é uma revolução: quem já tem o Corre 4 vai achar a diferença pequena, e a Ritmo de Prova diz isso com todas as letras.

Na chuva forte, o cabedal respirável cobra o preço: entra água com facilidade e demora a secar. Quem treina em dia molhado com frequência precisa saber disso.

E não espere um tênis de velocidade pura: não tem placa rígida, então em tiro forte ele não empurra como um modelo de competição. Ele é o tênis do dia a dia, não o da prova de 5 km no seu melhor tempo.

Pra quem vale (e pra quem não vale)

Vale pra praticamente todo mundo que corre por prazer: iniciante que quer um tênis que não vai ficar pequeno em seis meses, e corredor de fim de semana que faz rodagem, intervalado e prova de 10 ou 21 km com o mesmo par.

Vale também pra quem estava olhando um importado de entrada. Na mesma faixa de preço do Nike Revolution 7, o Corre 5 entrega espuma melhor, menos peso e solado mais durável.

Não vale pra quem quer só caminhar — é tênis demais pra isso — nem pra quem busca tempo em prova curta e precisa de placa de carbono.

Gostamos
  • 217 g com 33 mm de espuma: leve e amortecido
  • PY-VA com PEBAX dá retorno de energia raro nessa faixa
  • Solado ULTRAX resolveu a durabilidade da linha
Nem tanto
  • Evolução pequena pra quem tem o Corre 4
  • Encharca e demora a secar na chuva
  • Sem placa: não é tênis de tiro forte

Veredito

É o tênis de corrida com melhor relação entre preço e entrega no mercado nacional hoje. Se você corre e tem até uns R$ 500 pra gastar, compre o Corre 5 sem pensar muito. Só troque de ideia se o seu uso for caminhada (existe coisa mais barata) ou prova de velocidade (existe coisa mais especializada).