
O que ela é
A Smart Band 10 é a décima geração da Mi Band, a pulseira que popularizou o relógio de saúde barato. Pela ficha técnica, ela tem tela AMOLED de 1,72 polegada com até 1.500 nits, bateria de 233 mAh com promessa de até 21 dias, resistência à água de 5 ATM e mais de 150 modos de esporte. O corpo pesa cerca de 16 g sem a pulseira.
Nos sensores, ela mede frequência cardíaca, oxigenação do sangue (SpO2), estresse e sono, e ganhou um sensor de movimento de nove eixos que, segundo a Xiaomi, melhora a contagem de voltas na natação. O que ela não tem: GPS próprio (usa o do celular) e NFC na versão brasileira, então nada de pagar por aproximação.
O que quem comprou elogia
A bateria é a estrela. Os 21 dias são de uso leve, mas os números reais continuam ótimos: a GSMArena chegou a 10 dias com tudo ligado e tela sempre acesa, o Mundo Conectado passou de 15 dias com academia e sono monitorados, e o Canaltech fala em umas duas semanas de uso normal. Com tela sempre ligada e monitoramento avançado, a média gira em 8 a 10 dias.
A tela é o outro destaque: grande, brilhante e legível no sol. A GSMArena também viu melhora na precisão dos batimentos. Numa loja portuguesa, a PcComponentes, a nota dos compradores é 4,7 de 5 em 128 opiniões, com elogios à leveza, ao conforto pra dormir com ela e ao custo-benefício. O TechTudo deu 4,8 de 5.
O que quem comprou reclama
Sem GPS, a distância das corridas ao ar livre fica imprecisa se você sair sem o celular. O Mundo Conectado viu erros de algumas centenas de metros até calibrar. O monitoramento do sono também divide opiniões: a GSMArena achou os horários e as fases pouco confiáveis.
Outras queixas recorrentes: pulseiras de reposição frágeis, tela que às vezes demora a responder ao toque e sincronização irregular com o app Mi Fitness. E quem tem a Band 9 pode esquecer o upgrade: Canaltech e TechTudo concordam que a evolução é pequena. No Reclame Aqui há relato de uma unidade comprada via Shopee que passou a descarregar rápido e esquentar em menos de um mês, então prefira vendedor com boa reputação.
Pra quem vale (e pra quem não vale)
Vale pra quem quer contar passos, acompanhar batimentos, sono e treinos de academia ou natação, e receber notificações sem carregar o relógio toda hora. Abaixo de R$ 400 ela entrega muito, e o próprio Canaltech só recomenda sem ressalvas longe do preço de lançamento.
Não vale pra quem corre na rua sem celular e precisa de ritmo e distância certinhos, nem pra quem quer pagar com o pulso. Nesses casos, o Redmi Watch 5 Lite, também da Xiaomi, tem GPS próprio e é a alternativa mais óbvia. E se você já tem a Band 9, fica com ela.
- Bateria que passa de uma semana mesmo com uso pesado
- Tela AMOLED grande e legível no sol
- Leve, à prova d'água e boa pra natação
- Sem GPS próprio e sem NFC no Brasil
- Monitoramento do sono pouco confiável
- Quase nada muda em relação à Band 9
Veredito
Continua sendo a smartband de entrada mais fácil de recomendar: bateria longa, tela ótima e saúde básica bem resolvida. Abaixo de R$ 400, compre sem medo. Se precisa de GPS no pulso, pule pra um relógio com GPS.
- Xiaomi — Xiaomi Smart Band 10 Specs
- GSMArena — Xiaomi Smart Band 10 review
- Canaltech — Review Mi Band 10: a nova smartband da Xiaomi vale o upgrade?
- TechTudo — Xiaomi Smart Band 10: pulseira 'baratinha' tem ótimo custo-benefício
- Mundo Conectado — Análise Xiaomi Smart Band 10
- PcComponentes — Opiniões Xiaomi Smart Band 10
- Buscapé — Xiaomi Smart Band 10