O Redmi e o A36 são o mesmo celular por dentro
Os dois usam o Snapdragon 6 Gen 3. As análises dizem a mesma coisa sobre ele nos dois aparelhos: dá conta de rede social, vídeo, banco e jogo leve, e sente o peso em jogo pesado e em muita troca de aplicativo. Nenhum dos dois é celular pra quem joga sério.
Então a pergunta certa não é qual é mais rápido. É o que você prefere ter em volta do mesmo processador: mais bateria, mais brilho e carregador na caixa, ou mais resistência à água e mais anos de Android novo.
O que o Redmi Note 15 dá a mais — e o que ele cobra
Perto do A36, entrega mais no papel: tela de 3.200 nits contra 1.900, bateria de 5.520 mAh contra 5.000, 8 GB de RAM de saída, câmera principal de 108 MP, infravermelho pra controlar TV e carregador de 45 W na caixa. Junto com o Moto G86, é um dos dois que têm cartão de memória e 120 Hz ao mesmo tempo.
A conta vem no software. O Redmi sai de fábrica com apps pré-instalados e anúncios espalhados pelo sistema, e dá trabalho desligar. A promessa de seis anos é de atualização de segurança, não de versões novas do Android. O Wi-Fi é o 5, não o 6, e a Xiaomi avisa que o NFC pode variar por mercado — confira se é a versão brasileira antes de comprar.
O que o Galaxy A36 dá a mais
Tempo de vida e resistência. Promete seis gerações de Android e seis anos de segurança — como o A17, mas com hardware bem mais forte — e tem IP67, que aguenta imersão, só abaixo da proteção do Moto G86. Pra quem troca de celular a cada quatro ou cinco anos, isso vale mais que brilho de tela.
O que falta nele é o que o Redmi sobra: não tem microSD, não tem entrada P2, a memória interna é UFS 2.2 — padrão antigo — e o carregador de 45 W não vem na caixa. Some o carregador ao preço quando for comparar.
Onde entra o Moto G86
O G86 é o que tem mais pra mostrar na tela e no corpo. A Notebookcheck mediu 1.456 nits em tela cheia e 3.725 nits em área pequena, e a resolução 1.5K é a mais alta dos quatro. É o único com IP68 e IP69 somados ao padrão militar MIL-STD, e vem com carregador de 33 W na caixa.
Na bateria, fica entre os melhores: 5.200 mAh, e 7h45 de uso intenso no teste da Oficina da Net. A câmera principal de 50 MP foi melhor que a do Galaxy A36 no escuro, na mesma análise.
O que ele não entrega é tempo: 3 anos de atualização do sistema e 4 de segurança, contra seis gerações de Android do A36. Também esquenta em jogo pesado e a tela usa PWM, que incomoda quem é sensível a cintilação.
Onde o Galaxy A17 ainda faz sentido
O A17 joga uma divisão abaixo. O Exynos 1330 com 4 GB engasga em multitarefa, a tela é de 90 Hz, a proteção é só contra respingo (IP54) e o vídeo para em Full HD a 30 quadros.
Mesmo assim, ele mantém o que a maioria das pessoas mais usa: tela AMOLED bonita, 5G, NFC pra pagar por aproximação, microSD e seis atualizações prometidas. Pra quem usa o celular pra WhatsApp, banco e redes sociais e quer gastar o mínimo, é o suficiente — desde que custe menos de R$ 1.000. Acima disso, o Redmi entrega muito mais pelo mesmo dinheiro.
Veredito
Orçamento curto e uso básico: Galaxy A17, abaixo de R$ 1.000. Mais tela e bateria pelo dinheiro, sem ligar pra apps e anúncios de fábrica: Redmi Note 15 5G, abaixo de R$ 1.500. Melhor tela, mais resistência e carregador na caixa, trocando de celular a cada três anos: Moto G86, na faixa de R$ 1.700. Quer ficar quatro ou cinco anos com o aparelho: Galaxy A36, com o suporte mais longo — só não pague o preço de lançamento.



