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Tech12 set 2026 · 3 min de leitura

Redmi Note 15 5G: tela e bateria de sobra compensam os anúncios de fábrica?

Tela AMOLED de 3.200 nits, Snapdragon 6 Gen 3, 8 GB de RAM e proteção IP65. Os pontos fracos são a ultrawide, os apps e anúncios de fábrica e uma concorrência forte na mesma faixa.

AnáliseAnálise feita a partir de especificações, preço e avaliações de compradores. Não usamos o produto.
Redmi Note 15 5G
Imagem: Xiaomi/Divulgação · fonte
Nota
7.5
Tela
6,77" AMOLED 120 Hz
Bateria
5.520 mAh, 45 W

O que ele é

O Redmi Note 15 5G é o modelo padrão com 5G da linha Redmi Note vendida hoje no Brasil. Chegou aqui em janeiro de 2026, custando R$ 3.399 na versão de 256 GB, e fica entre o Note 15 4G e o Note 15 Pro 5G. A Xiaomi já apresentou a linha Redmi Note 17 lá fora, mas ainda sem confirmação de venda no Brasil.

Pela ficha técnica, traz tela AMOLED de 6,77 polegadas com 120 Hz e pico de 3.200 nits, chip Snapdragon 6 Gen 3, 8 GB de RAM e 256 ou 512 GB de armazenamento, com slot híbrido pra microSD. A bateria é de 5.520 mAh, com carregamento de 45 W. Carregador e capinha vêm na caixa.

Atrás, câmera principal de 108 MP com estabilização óptica e ultrawide de 8 MP; na frente, 20 MP. Grava em 4K a 30 fps. Tem NFC, infravermelho pra controlar TV, alto-falantes estéreo e, na página brasileira da Xiaomi, certificação IP65 contra poeira e respingos. Sai de fábrica com HyperOS 2 (Android 15), e a marca promete 6 anos de atualizações de segurança.

O que quem comprou elogia

A tela é o destaque unânime. O Olhar Digital fala em cores vivas e brilho que dá conta até sob o sol, a Oficina da Net diz que o painel poderia estar num celular bem mais caro e o GSMArena elogiou o AMOLED de 120 Hz com HDR10+.

A bateria vem logo atrás. O Olhar Digital relata um dia inteiro de uso pesado com folga e carga completa em pouco mais de uma hora; o GSMArena classificou a autonomia como confortavelmente acima da média. Com 178 g, ele também é leve e fino pro tamanho da tela.

A câmera principal de 108 MP entrega fotos nítidas e com cores equilibradas de dia. No desempenho, o GSMArena descreve o Snapdragon 6 Gen 3 como estável e sem aquecimento, o suficiente pra rodar redes sociais, vídeo e jogos leves sem sustos. O Olhar Digital também registra que ele já recebeu o HyperOS 3, com Android 16.

O que quem comprou reclama

O software é o ponto mais criticado. O Olhar Digital reclama da quantidade de apps pré-instalados, e a Oficina da Net aponta anúncios espalhados pela interface. Dá pra remover e desligar boa parte, mas dá trabalho.

A câmera tem limites. A ultrawide de 8 MP é fraca, o vídeo em 4K não tem estabilização e, no escuro, o Olhar Digital viu ruído e perda de definição. Na comparação da Oficina da Net, o processamento satura as cores e perde para o Moto G86 em detalhe.

No uso pesado, o Olhar Digital notou apps recarregando ao alternar entre eles, e o GSMArena considera o fôlego pra jogos modesto pelo preço. O Wi-Fi é o 5, sem Wi-Fi 6, e os alto-falantes priorizam volume em vez de qualidade. A própria Xiaomi avisa que o NFC pode variar conforme o mercado: confira no anúncio se é a versão 5G brasileira com NFC.

Pra quem vale (e pra quem não vale)

Vale pra quem quer tela grande e bonita, bateria de sobra e um celular resistente pra redes sociais, vídeo, banco e fotos do dia a dia, e não se importa de gastar alguns minutos limpando apps e anúncios logo que liga o aparelho.

Não vale pra quem joga pesado, fotografa muito à noite ou quer a melhor câmera da faixa. A Oficina da Net foi direta: acha que ele não deveria custar mais de R$ 1.300 e aponta o Moto G86 e o Galaxy A36 como rivais fortes, além dos POCO M8 Pro e X7 Pro. E quem pode esperar tem o Redmi Note 17, já lançado fora do Brasil, ainda sem data pra chegar aqui.

Gostamos
  • Tela AMOLED de 120 Hz muito brilhante
  • Bateria acima da média, com carregador de 45 W na caixa
  • IP65, NFC e 6 anos de atualizações de segurança
Nem tanto
  • Apps pré-instalados e anúncios no sistema
  • Ultrawide fraca e 4K sem estabilização
  • Desempenho só ok em jogos e multitarefa

Veredito

O Redmi Note 15 5G acerta no que mais importa pra muita gente: tela, bateria e resistência. Perde pontos na câmera secundária, no software cheio de apps e anúncios e na concorrência forte. Vale a compra abaixo de R$ 1.500; acima disso, compare com Moto G86 e Galaxy A36 antes.