Tela: os dois acertam, o Redmi vai além
A tela é o ponto forte dos dois. No Galaxy A17 5G, o painel Super AMOLED de 6,7 polegadas é a campeã de elogios: TechTudo e Canaltech apontam a tela como o melhor argumento do aparelho.
O Redmi Note 15 5G sobe o nível no papel: 6,77 polegadas, 120 Hz em vez de 90 Hz e pico de 3.200 nits. O Olhar Digital fala em brilho que dá conta até sob o sol, e a Oficina da Net diz que o painel poderia estar num celular bem mais caro.
Desempenho: 4 GB contra 8 GB de RAM
Aqui mora a maior diferença. O Galaxy A17 5G tem 4 GB de RAM e o mesmo chip do antecessor, o Exynos 1330. Dá conta do básico, mas engasga em jogo pesado e em multitarefa, e o app de câmera é lento pra trocar de lente.
O Redmi Note 15 5G tem o dobro de RAM e o Snapdragon 6 Gen 3, que o GSMArena descreve como estável e sem aquecimento pra redes sociais, vídeo e jogos leves. Não é um celular gamer: o Olhar Digital viu apps recarregando no uso pesado, e o GSMArena considera o fôlego pra jogos modesto pelo preço.
Câmera, bateria e resistência
O Galaxy A17 5G tem câmera principal de 50 MP com estabilização óptica e fotos diurnas honestas, mas o vídeo para em Full HD a 30 fps. O Redmi Note 15 5G tem principal de 108 MP, também com estabilização óptica, e grava em 4K a 30 fps, só que sem estabilização no 4K. A ultrawide de 8 MP é fraca e, no escuro, o Olhar Digital viu ruído e perda de definição.
Na bateria, os compradores dizem que a de 5.000 mAh do A17 segura o dia. A de 5.520 mAh do Redmi aguenta um dia inteiro de uso pesado com folga, segundo o Olhar Digital, e carrega por completo em pouco mais de uma hora, com carregador de 45 W e capinha na caixa.
Na proteção, o Redmi também leva: IP65 contra poeira e respingos, frente ao IP54 do A17. Os dois têm NFC e slot híbrido: ou é o microSD, ou é o segundo chip.
Software, atualizações e cuidados na compra
A Samsung promete seis atualizações de Android e segurança até 2031 pro Galaxy A17 5G, algo raro nessa faixa. A Xiaomi promete 6 anos de atualizações de segurança pro Redmi Note 15 5G, que saiu com HyperOS 2 (Android 15) e, segundo o Olhar Digital, já recebeu o HyperOS 3, com Android 16.
O calo do Redmi é o software: Olhar Digital e Oficina da Net reclamam de apps pré-instalados e anúncios espalhados pela interface. Dá pra remover e desligar boa parte, mas dá trabalho.
Nos dois, confira o anúncio antes de fechar. No Reclame Aqui há relato de A17 5G entregue na versão 4G, então procure o modelo SM-A176. No Redmi, a própria Xiaomi avisa que o NFC pode variar conforme o mercado: veja se é a versão 5G brasileira com NFC.
Veredito
Com nota 7,5 nos dois, a escolha é de perfil. O Galaxy A17 5G é pra quem quer um Samsung pro uso básico e pretende ficar muitos anos com ele, e vira negócio abaixo de R$ 1.000. O Redmi Note 15 5G entrega mais celular no papel, com o dobro de RAM, tela de 120 Hz, bateria maior e IP65, pra quem topa limpar apps e anúncios logo de cara; vale abaixo de R$ 1.500. Se você joga pesado, nenhum dos dois é o ideal.

